Homossexualidade

A homossexualidade define-se pela atração emocional, sexual e estética exclusivamente por pessoas do mesmo sexo. O termo homossexual foi criado em 1869 pelo escritor e jornalista austro-húngaro Karoly Maria Kertbeny. Deriva do gr. homos, que significa "semelhante", "igual". Um homem homossexual costuma ser chamado de gay, enquanto uma mulher, é chamada de lésbica. Embora algumas vezes gay seja usado como denominador comum entre homens e mulheres homossexuais e bissexuais, tal uso têm sido constantemente rejeitado por implicar na invisibilidade ante a lesbianidade e à bissexualidade.

Antigamente, a homossexualidade era conhecida como homossexualismo, termo que foi abandonado pela conotação de doença ou distúrbio que contem, tendo em conta que a maior parte das palavras com a terminação ismo denotam, precisamente, problemas de saúde ou mentais. Em alguns léxicos, o homossexualismo aparece definido por prática de actos homossexuais, enquanto o termo homossexualidade é aplicado a atracção sentimental e sexual. Também por isso, considera-se que o termo homossexualismo têm um significado pejorativo, contribuindo para o seu abandono generalizado.

Embora já assim tenha sido, actualmente, as principais organizações mundiais de saúde, incluindo as de psicologia, não mais consideram a homossexualidade uma doença. Desde 1973, a homossexualidade deixou de ser classificada como tal pela Associação Americana de Psiquiatria e, na mesma época, foi retirada do Código Internacional de Doenças (sigla CID). A Assembléia-geral da Organização Mundial de Saúde (sigla OMS), no dia 17 de Maio de 1990, retirou a homossexualidade da sua lista de doenças mentais, declarando que "a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão" e que os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura da homossexualidade. Apesar disso, existem técnicos da saúde que ainda vêem a homossexualidade como uma doença, perturbação ou desvio do desejo sexual - algo que necessita de tratamento ou reabilitação -, aos quais está associado o movimento ex-gay, dedicada à conversão de indivíduos homossexuais para a heterossexualidade.

Desde os Estudos de Kinsey (ver Alfred Kinsey), em 1949, que se popularizou a afirmação de que 10% da população humana teria uma orientação homossexual. No entanto, outros estudos indicaram valores diferentes, tais como 4% e 14%. A principal razão para a dificuldade na obtenção de um valor credível está no facto de muitos homossexuais continuarem a esconder a sua orientação sexual por motivos diversos, além de ser difícil classificar e quantificar de forma científica o grau de homossexualidade/heterossexualidade de alguém.

Na caracterização do sexo de uma pessoa 4 elementos devem ser levados em consideração: seu sexo biológico, sua identidade sexual, seu papel social e sua preferência afectiva.

Classificação de Alfred Kinsey - Resumo

Heterossexual exclusivo
Heterossexual ocasionalmente homossexual
Heterossexual mais do que ocasionalmente homossexual
Igualmente heterossexual e homossexual, também chamado de bissexual
Homossexual mais do que ocasionalmente heterossexual
Homossexual ocasionalmente heterossexual
Homossexual exclusivo
Indiferente sexualmente
Há quem acredite que o comportamento homossexual é determinado por factores genéticos. Outros, crêem que a conjunção do meio com a figura dominadora do genitor do sexo oposto são decisivos na expressão da homossexualidade. Para o psicanalista Sigmund Freud, a homossexualidade seria um resultado da forma de como foi resolvido o Complexo de Édipo na infância.

Para os que defendem a influência do meio, perante a complexidade do comportamento humano é absurdo limitá-lo meramente à factores genéticos. O único ponto em que a maioria dos actuais investigadores concordam é que o comportamento homossexual é uma característica que se manifesta na espécie humana. É preciso que se admita que as causas da homossexualidade são complexas e, muitos casos, desafiam explicações simples. Em relação às explicações psicológicas, sublinha-se o facto de que embora alguns factos mostaram-se verdadeiros para alguns indivíduos, elas não serão para todos.


 



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