Acompanhantes
A prostituição consiste numa relação
sexual entre pessoas na qual o vínculo determinante não
é o afecto ou o desejo recíproco, mas sim o acto
de proporcionar prazer sexual em troca de dinheiro ou outro tipo
qualquer de benefício.
A prostituição é praticada mais comumente
por mulheres, mas há ainda um grande número de homens
que têm na prostituição um trabalho cotidiano.
Conceito
O conceito de prostituição pode variar dependendo
da sociedade e das circunstâncias onde se dá. Num
extremo, em sociedades mais liberais praticamente inexiste a prática,
pois a permissividade de troca é gerada pelo prazer ao
invés do comércio; já em outro extremo, quando
existe rigidez comportamental, é perseguida e punida como
delito, e muitas vezes como crime.
Normalmente a prostituição é reprovada nas
sociedades, devido à degradação, segundo
os mais moralistas, que gera aos praticantes, à disseminação
de doenças sexualmente transmissíveis (DST), e também
a algum despeito comum relativo a todas as actividades supostamente
geradora de proventos "fáceis".
Na cultura silvícola de algumas regiões, inclusive
no interior da Amazónia, Brasil, e em algumas comunidades
isoladas, onde não há a família monogâmica,
não existe propriedade privada e por conseguinte não
existe a prostituição: o sexo é encarado
de forma natural e como uma brincadeira entre os participantes.
Já onde houve a entrada da civilização ocidental
com a catequização das tribos, o fenômeno
da prostituição passa a ser observado com a troca
de objetos entre brancos e índias em troca de favores sexuais.
Atualidade
Modernamente, com as doenças sexualmente transmissíveis,
(DST), entre as quais a AIDS), a prática da prostituição
recebeu um golpe. Foi necessária a intervenção
estatal para o controle e prevenção das doenças,
que atingiram níveis de epidemia no final do século
XX, início do século XXI, extinguindo boa parte
da população de risco (pois são enfermidades
fatais aos clientes e prostitutas).
Apesar das tentativas de órgãos de saúde
pública em todo o mundo na prevenção a estas
doenças, em regiões mais pobres do planeta, miséria
e prostituição são palavras praticamente
sinônimas.
Nas regiões mais pobres a miséria, a prostituição,
o tráfico de drogas e as DST se entrelaçam. No Brasil
a prostituição infantil é comum nas camadas
mais pobres dos grandes centros urbanos. Nas capitais do Nordeste
em especial, existe o turismo sexual, onde crianças de
ambos os sexos são recrutadas para satisfazer os desejos
de pedófilos provindos de todas as partes do mundo, em
especial dos Estados Unidos e da Europa.
No Brasil, numa pesquisa do Ministério da Saúde
brasileiro e da Universidade de Brasília indica que no
segundo semestre de 2005 quase 40% das prostitutas estavam na
profissão há, no máximo, quatro anos, fato
que seria um indício de que a prostituição
estaria ligada à juventude e, quando sentem o tempo passar,
ficariam desesperançosas. Já o Centro de Educação
Sexual, uma ONG que realiza trabalhos com garotas e garotos de
programa do Rio e Niterói, diz que a maioria se prostitui
para sobreviver, embora muitas pessoas sonham em encontrar um
amor, apesar acreditarem que vão carregar um estigma.
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